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Especialistas dão alternativa a adoçantes artificiais

Os adoçantes artificiais não são processados no estômago, vão direto para o intestino, onde, podem causar um desequilíbrio na nossa flora intestinal. Açúcares saudáveis, como o mascavo e o demerara, têm mais nutrientes


Imagine um doce que não engorda? Que não deixa aquela culpa na hora de comer? Os adoçantes artificiais surgiram há mais de um século como uma solução para esse dilema e viraram o melhor amigo da consciência tranquila.
“De manhã, eu coloco 30 gotas em uma caneca de café com leite. Na hora do almoço, eu tomo um suco de maracujá com 20 gotas. À tarde, ponho mais 15, 20 gotas em um pote de iogurte natural. À noite, tomo um suco, boto 20 gotas. Então, a quantidade de gotas por dia é bem alta. Morango por exemplo, eu gosto de botar uma gotinha, fica mais gostoso, mais doce. A sensação que eu tenho é que se eu consumir alguma coisa com açúcar, o meu habito está arruinado de tentar ser mais saudável, comer, consumir menos calorias”, conta a gerente de marketing Tathiana Leal.
Mas pesquisadores israelenses concluíram que os adoçantes, ao invés de ajudar no controle ou na perda de peso, podem aumentar os níveis de açúcar no organismo.

Os testes foram feitos em ratos e em pessoas que consumiam regularmente sucralose, aspartame ou sacarina, os três tipos mais comuns.

Os adoçantes artificiais não são processados no estômago, vão direto para o intestino, onde, de acordo com o estudo, podem causar um desequilíbrio na nossa flora intestinal.

Algumas bactérias se multiplicam mais do que outras. Essa mudança provoca um aumento de hormônios que atrapalham a ação da insulina, que é justamente a de captar a glicose e manter os níveis de açúcar no sangue sob controle.
É no cafezinho, no refrigerante light, zero, no suco, no doce diet. Ao longo do dia, vai ser difícil saber o quanto de adoçante você consumiu. E esse é o alerta dessa nova pesquisa. Para que os efeitos desse uso não prejudiquem, em vez de ajudar no controle do peso, talvez seja melhor fazer algumas escolhas.

“A gente pode usar açúcares saudáveis e não o adoçante”, recomenda a nutricionista Cristiane Moraes. Açúcares saudáveis, como o mascavo e o demerara, são aqueles que têm mais nutrientes, como vitaminas e sais minerais.

“O açúcar mais processado é o branquinho. Quanto menos processado ele for, mais escurinho ele é, que é o mais saudável. Controlar o uso de, por exemplo, bebidas adoçadas já com adoçantes, ou seja, bebidas prontas. Então é preferível, por exemplo, tomar um suco da fruta, adoçado com um pouquinho de açúcar ou treinar o paladar para sentir o alimento e abandonar de forma gradativa o uso desses adoçantes”, orienta a nutricionista.
A Priscila conseguiu emagrecer sete quilos reduzindo o açúcar na alimentação. Hoje ela toma uma média de cinco cafezinhos por dia, sempre com seis gotas de adoçante. “Geralmente em uma xicrinha de café pequena, por exemplo, de café expresso, três gotas são suficientes”, afirma Cristiane Moraes.

A nutricionista também indica o açúcar como opção: “Uma colherzinha pequena só para tirar o amargo do café”.
“Sei que esse tipo de adoçante acaba fazendo com que o seu paladar se acostume, você tende a colocar cada vez mais. Então, eu tento me policiar para não aumentar cada vez mais essa quantidade de adoçante”, diz a estudante Priscila Biancovilli.

“Os neurotransmissores no nosso cérebro entendem a entrada de açúcar. Apesar de ser zero caloria, ele entende como um doce. Então, quanto mais oferta, mais o organismo vai pedir”, alerta a nutricionista.
Tathiana sente a diferença: “No suco, eu usava, eu lembro que eu usava 15 gotas. Hoje eu uso 20. Hoje botei 30 agora, porque acho que está um pouquinho mais ralo”, conta.

Os pesquisadores alertam: o estudo não avaliou pessoas com diabetes. “Nos diabéticos, seja do tipo 1 ou do tipo 2, ainda, sim, vai se optar pelo adoçante artificial. Mas o mínimo possível. Eu não seria tão radical de recomendar parar de consumir adoçante, porque eles têm o seu papel. Na verdade, eu acho que a principal mensagem é que tudo em excesso faz mal”, avalia a endocrinologista Mariana Farage, da UFRJ.
O responsável pela pesquisa também tem cautela. “Ainda não é o momento de dar uma recomendação definitiva. É preciso ampliar o estudo, pois essa é uma questão importante para a saúde das pessoas”, afirma Eran Elinav, do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel.

Mas na hora do cafezinho… “Eu tomo o meu café puro mesmo”, diz o pesquisador.

(Fonte: G1/Fantástico)

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