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Área agrícola irrigada cresceu menos no país no ano passado



Menos liberações de outorgas para captação de água influenciaram desaceleração

Em meio à forte seca que afetou o Sudeste e outras regiões do país, o avanço da área agrícola irrigada pelos produtores brasileiros registrou desaceleração em 2014. Conforme estimativas da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o total cresceu 4,4% em relação ao ano anterior, ou 220,8 mil hectares, e chegou a 5,2 milhões. Em 2013, a alta havia sido de 5,8%.

Antonio Alfredo Teixeira Mendes, presidente da câmara de irrigação da Abimaq, observa que, ainda que a seca chame a atenção para a importância da irrigação no campo, a escassez de recursos hídricos pode afetar negativamente esse mercado no curto prazo, até por conta da menor liberação de outorgas para captação de água, como ocorreu no Rio Grande do Sul.

Não por coincidência, a desaceleração geral do ano passado foi puxada pelo menor crescimento de áreas com pivô central, sobretudo no Rio Grande do Sul, Estado que liderou as vendas desse tipo de equipamento em 2013. Vale destacar que os pivôs centrais são muito utilizados em lavouras de grãos, cujas cotações registraram queda expressiva no ano passado – outro fator que desestimulou as aquisições em 2014.

Em todo o país, a expansão da área irrigada com pivôs centrais caiu de 126 mil hectares, em 2013, para 102 mil no ano passado, de acordo com dados da câmara da Abimaq. Para 2015, a expectativa dos fabricantes de equipamentos ligados à entidade é de manutenção dessa menor taxa de crescimento e de aumento de 10% no caso da irrigação localizada, de acordo com Mendes.

O executivo afirma que o mercado de carretel, tecnologia mais usada na irrigação por aspersão de cana-de-açúcar, também acusou os reflexos da crise no segmento sucroalcooleiro. A expansão de irrigação por carretel caiu de 32,5 mil hectares em 2013 para 10,5 mil. “Basicamente as vendas de carretel foram para outras culturas, como hortaliças. Foi o pior resultado dos últimos dez, 15 anos [nesse mercado]”, diz.

A irrigação localizada foi a única frente que apresentou maior crescimento no ano passado que em 2013. A expansão chegou a 79,8 mil hectares, ante os 72,6 mil do ano anterior. Segundo Mendes, a hortifruticultura e o café foram os dois principais segmentos que contribuíram para esse avanço. Alguns negócios envolvendo especificamente a citricultura se destacaram, de acordo com ele.

Apesar da expansão observada nos últimos anos (ver infográfico acima), a irrigação ainda cobre apenas cerca de 10% da área total cultivada no país. Percentual baixo se comparado ao dos EUA, por exemplo, que irrigam cerca de 30% de sua área de plantio. Isso sem falar de Israel, cuja falta de água leva o índice a 100%.

Nesse contexto, o faturamento das empresas associadas à câmara da Abimaq com a venda de equipamentos de irrigação somou cerca de R$ 1,5 bilhão em 2014, mesmo patamar de 2013. A receita não foi impactada negativamente porque houve repasse de aumento dos custos de produção. Para este ano, a estimativa é que as vendas alcancem R$ 1,45 bilhão. A câmara reúne 36 associadas, que representam mais de 90% do mercado.

Assim, o segmento de equipamentos para irrigação também deverá reivindicar mais recursos no âmbito do Moderinfra (Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem), do BNDES. Foram disponibilizados R$ 300 milhões para a agricultura irrigada na safra 2014/15. Mas a demanda “usual”, conforme Mendes, chega R$ 1 bilhão, e esses recursos são importantes para “sustentar” as estimativas que cercam o segmento.

Outra demanda da área é uma política de reservação de água nas propriedades. Para se manter uma represa em uma propriedade rural, é preciso licenciamento ambiental – cujo processo é considerado moroso e, de acordo com Mendes, dificulta a expansão da área irrigada no país.



(Fonte: Valor Econômico)

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