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GRANDES GRUPOS SUCROENERGÉTICOS ADOTAM VARIEDADES DE CANA MAIS MODERNAS

O foco está em variedade mais produtivas, com melhor colheitabilidade, mais resistentes à broca e melhor desempenho em ambientes mais restritivos

A adoção de variedades mais modernas tem sido prática de grandes grupos sucroenergéticos, foi o que pode se ver no 13º Grande Encontro Sobre Variedades de Cana-de-Açúcar, principal evento sobre o tema, realizado pelo Grupo IDEA nos dias 16 e 17 de outubro em Ribeirão Preto, SP.

Mas a definição pelas variedades acontece após meticuloso estudo varietal. O assessor de tecnologia agronômica e gestor de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Grupo São Martinho, René de Assis Sordi, falou sobre o manejo varietal do Grupo. De acordo com ele, a companhia possui diversos pilares para o aumento da produtividade dos canaviais. Variedades é um deles. “Nossa equipe de qualidade agrícola realiza diversos ensaios em todas as quatro unidades do Grupo a fim de definir os melhores materiais para cada localidade.”

O Grupo São Martinho conta com três unidades sucroenergéticas no interior paulista e outra em Goiás. Fazem parte de seu plantel variedades como CTC 4; CTC 9001; IACSP955094; IACSP954039; RB5014 e RB987935.

Na Raízen o plantel varietal é diversificado, aliando variedades consagradas a modernas. Os materiais mais cultivados são: RB966928, CTC4, RB867515 e RB855156. Já os mais plantados ficam por conta da: CTC 9001, CTC 9002, RB975201, CV7870 e CV6654.

Em sua apresentação, o gerente agronômico da Raízen, Hamilton Jordão, explicou que o objetivo do Grupo é gradativamente substituir ou diminuir a participação de variedades antigas no plantel. “A RB867515 e a RB855156 devem ter sua área cultivada reduzida nos próximos anos, mas não deixarão de ser plantadas, pois acreditamos que não possam ser totalmente substituídas. Já a RB92579 deverá ser extinta por completo.”

O profissional ressaltou o alto investimento da Raízen em pesquisa. São mais de 100 experimentos voltados a avaliação de novas variedades em andamento em todos os polos de produção do Grupo. “A característica que mais temos buscado é adaptabilidade a mecanização, além de maior entrega de ATR (Açúcar Total Recuperável) por hectare do que as opções disponíveis atualmente no mercado.” Entre os clones que têm se mostrado mais promissores até o momento, destacam-se a RB015375; CV022275 e IACSP04-6007.

Hamilton Jordão detalhou como são escolhidas as variedades para os diferentes ambientes de produção encontrados nas 26 usinas do Grupo.  Cada unidade agroindustrial possui seus próprios desafios, sejam eles de solo ou clima, o que torna o manejo varietal uma tarefa desafiadora. “No polo Araçatuba, 65% dos ambientes são classificados como D e E. Já em Assis, onde os solos são melhores, o clima é nosso maior empecilho. Por conta disso, tentamos estudar ao máximo as particularidades das regiões onde estamos instalados para poder fazer o melhor manejo varietal possível para cada usina”, relata Jordão.

Na Tereos, que conta com sete unidades no interior paulista, são diversos os fatores relacionados ao planejamento de plantio de cana-de-açúcar. Vai desde o dimensionamento de recursos humanos e de equipamentos, até a logística a ser empregada. Porém, há uma atividade de altíssima responsabilidade que deve ser feita com muita atenção: a escolha da variedade mais adequada para cada área.

O gestor corporativo da Tereos o engenheiro Vitor Dinardo destacou que a companhia é também um polo de melhoramento genético, tendo parcerias firmadas com as principais instituições de pesquisa e melhoramento genético de cana-de-açúcar do Brasil e do exterior. “Ao longo da safra, elaboramos relatórios de performance varietal visando confirmar quais variedades estão se destacando em áreas comerciais e quais já não estão performando como deveriam. Temos um censo varietal moderno e buscamos constantemente materiais que apresentem melhor desempenho.”

Segundo Dinardo, o processo de escolha de variedades começa com a obtenção de dados da experimentação agrícola das instituições, introdução e avaliação agronômica/fitopatológica dos novos materiais nos campos de competição varietal realizados em ambientes de produção mais representativos da Tereos. Deles saem as informações de quais materiais são mais promissores e que merecem ser multiplicados. Entre as variedades mais plantadas pelo Grupo estão: RB975952; RB975242; CTC9002; RB975201 e CV7870.

O Grupo Jalles Machado, com duas unidades em Goiás, mantém desde 2007 uma parceria com Centro de Cana do Instituto Agronômico (IAC), para o desenvolvimento de variedades personalizadas às condições edafoclimáticas da região. O Grupo se tornou um polo de produção de variedades do Instituto e passou a adotar modelos de produção inovadores, como a "Matriz do Terceiro Eixo".

Essa parceria com IAC e adoção de práticas inovadoras como o Terceiro Eixo elevaram produtividade da Jalles Machado para 102,9 TCH na média de cinco cortes. Entre as variedades mais plantadas pela Jalles estão: CTC4; CTC9003; IAC91-1099; IACSP95-5000; CTC2; IACSP95-5094.


Fonte: CanaOnline

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