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SETOR FARÁ BALANÇO DA CRISE DE COMBUSTÍVEL

As maiores distribuidoras de combustíveis vão discutir hoje com o governo o impacto da greve dos caminhoneiros, que durou dez dias e deixou milhares de postos secos. O balanço da crise será feito por teleconferência entre a Plural, entidade que reúne a BR (da Petrobrás), Raízen (joint venture de Cosan e Shell) e Ipiranga (do Ultra), representantes do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis (ANP).

Pressionadas pelo governo, que determinou a redução de R$ 0,46 do litro do diesel nas bombas, as distribuidoras tentam negociar mais prazo para que o repasse integral seja feito. Para Leonardo Gadotti, presidente executivo da Plural, é preciso mais 15 dias para que todos os Estados se ajustem, lembrando que a cobrança da alíquota de ICMS varia em cada Estado (de 12% a 18%).

Na semana passada, a Plural alegou que a redução integral nas bombas seria de R$ 0,41, uma vez que o governo não colocou na conta os 10% de mistura de biodiesel que são misturados ao diesel. O argumento da entidade é que o biodiesel não teve os impostos reduzidos.

VENDA DE ETANOL DE USINAS AOS POSTOS DIMINUIRIA OS CUSTOS, MAS GERARIA RISCOS

O caos em que se transformou a distribuição de combustíveis no país durante a greve dos caminhoneiros jogou luz a algumas propostas de venda direta de etanol das usinas aos postos espalhados pelo país, reunidas em projetos de lei em análise no Congresso e fortalecidas por um parecer favorável do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Além de minimizar a escassez do biocombustível nas bombas, os projetos defendem que seu preços poderão diminuir, já que haverá menos escalas na logística de entrega se as usinas não forem obrigadas a entrega seu produto às distribuidoras. E cálculos do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq-Log) corroboram essa tese: em São Paulo, que concentra a maior parte das unidades sucroalcooleiras do país, a redução pode ultrapassar 30%, levando-se em consideração apenas os custos de transporte rodoviário.

Segundo cálculos de Thiago Guilherme Péra, pesquisador e coordenador da Esalq-Log, o custo de transporte médio no Estado para levar o etanol das usinas aos postos, passando pelas distribuidoras, foi de R$ 89,09 por metro cúbico em 2017. Caso o etanol hidratado tivesse sido comercializado diretamente entre as usinas e os postos, o custo médio teria recuado para R$ 60,77 por metro cúbico.

A questão percebida é que as bases de distribuição não estão necessariamente perto dos consumidores e nem perto das usinas produtoras. "Em regiões de grande produção de etanol hidratado é muito comum uma logística antieconômica, uma vez que o etanol sai de um município produtor, percorre muitas vezes grandes distâncias e depois retorna para o mesmo município", afirma Péra.

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