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SETOR COMPENSA PERDAS NO ETANOL COM AÇÚCAR

A pandemia do Covid-19 ainda está gerando resultados negativos no consumo de etanol hidratado. Porém, em Minas Gerais, a queda registrada já é menor que a verificada no início da pandemia e o biocombustível vem ganhando competitividade frente à gasolina, o que é importante para a recuperação do consumo. Por outro lado, o setor vem reduzindo os prejuízos do mercado do etanol hidratado com a produção maior de açúcar, que está com a demanda elevada e preços remuneradores.

De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, o mercado de combustíveis ainda sente o reflexo negativo em função do atual momento, em que parte das atividades está suspensa e se tem um número de veículos menor circulando.

“Nós tivemos uma queda grande no consumo no início da pandemia, mas estamos observando uma redução dessa retração de consumo ao longo dos meses. Hoje, a queda no mercado de combustíveis está entre 20% e 30% dependendo do mercado. Em relação ao etanol, no início do ano, com a queda dos preços da gasolina, o etanol hidrata- do perdeu mercado, mas os aumentos recentes registrados na gasolina fizeram com que houvesse um aumento do share do hidratado. Hoje, a relação de preços do etanol frente à gasolina está abaixo de 65%, o que estimula o consumo e contribui para a recuperação do mercado perdido para a gasolina”, avalia.

ALTA MODERADA DAS VENDAS DE ETANOL VEM DA LENTIDÃO DA ECONOMIA E NÃO DOS PREÇOS REPRESADOS DA GASOLINA

Na parcial de julho das vendas de etanol hidratado está claro que a curva de alta se mantém, revelando que o biocombustível melhorou sua performance na opção do consumidor. Projetado o consumo para o mês cheio, o aumento não será explosivo, mas o suficiente para mostrar que o represamento dos repasses de preços da gasolina nos postos não prejudicou a demanda.

Com base em informações da 1ª quinzena registradas pela Unica, a associação das usinas, a Safras & Mercado prevê quase 1,483 milhão de litros no mês cheio, contra pouco mais 1,469 milhão/l do consolidado em junho.

Outro registro importante são os preços pagos pelas distribuidoras, que indicam elevação. Pelo Cepa/Esalq, na semana concluída em 24 de julho, o litro subiu na 2,55% na porta da indústria, ficando em R$ 1,6620 líquidos, na ponderação média livre de impostos e fretes. No levantamento da Safras & Mercado, o valor completo na distribuidora, base Paulínia, está em torno dos R$ 2,08.

Se houve, portanto, essa expansão, direcionada pela procura das distribuidoras, é porque a demanda na ponta da cadeia se justifica, com o qual concorda Maurício Muruci, o analista da Safras. E o ganho da usina na semana passada vem depois de outras duas semanas de melhora também.

O cenário está longe de alcançar os níveis de vendas antes da pandemia, que batiam os 1,8 milhão mensais, em média, mas não corrobora notícias que circulam falando que os produtores de etanol estão sendo prejudicados com os postos segurando os preços da gasolina, após três aumentos da Petrobras (PETR3; PETR4) nas refinarias este mês.

A manutenção do combustível nas bombas se dá por conta do mesmo cenário de alta moderada das vendas etanol (desde maio até), sob impacto da economia se abrindo em lentidão, reforça Muruci.

A tendência de melhora, no entanto, está dada, o que leva Maurício Muruci concluir: “Temos falado desde o início de junho que em novembro a situação da demanda vai estar praticamente normal”.


Fonte: Money Times

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