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ESTADOS UNIDOS DEVE BAIXAR EXPORTAÇÃO DE ETANOL

Em mais um capítulo da guerra comercial com a China, o governo Donald Trump está avaliando a possibilidade de elevar o nível de etanol da gasolina norte-americana. É que o dragão asiático costumava importar dois bilhões de litros/ano do combustível produzido nos Estados Unidos da América (EUA), mas ampliou a taxação desse produto de 30% para 45%. Por isso, Donald Trump está tentando garantir outro mercado para os seus produtores. Indiretamente, porém, ele também pode beneficiar os produtores brasileiros. Afinal, ao elevar o consumo interno, os EUA podem reduzir a exportação de etanol para o Brasil, dando vez à produção local do biocombustível.

O que se comenta nos corredores da Casa Branca e no setor sucroalcooleiro é que o percentual de etanol permitido na gasolina dos EUA, que hoje é de 10%, pode passar para 15%, para que haja mais consumo de milho e etanol dentro do próprio território norte-americano. “A China criou restrições à soja e ao etanol norte-americano. Então, Trump quer ajudar o produtor norte-americano. A ideia é produzir menos soja para fazer mais milho, que é usado na produção do etanol. Afinal, nos Estados Unidos, esses produtos normalmente são feitos pelas mesmas pessoas e essa medida geraria um mercado adicional potencial de 70 milhões de toneladas de milho”, explicou o membro do Conselho Nacional de Políticas Energéticas (CNPE) Plínio Nastari.

PARA UNICA, BRASIL CORRE RISCO NO ETANOL

Mesmo com o etanol envolvido na disputa entre Estados Unidos e China, a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) vê mais riscos do que vantagens para o Brasil com a briga entre os dois gigantes. Para a associação, o País não tem álcool excedente para exportar e o etanol que a China deixará de importar dos Estados Unidos vai "sobrar" no mercado e poderá ser desviado para o Brasil.

"No curto prazo, não há benefício", afirmou Eduardo Leão de Sousa, diretor executivo da Unica. Ele explica que, atualmente, o Brasil consome perto de 28 bilhões de litros de etanol ao ano e exporta 1 bilhão de litros. "Não há excedentes que possam se beneficiar do vácuo do etanol americano no mercado chinês no curto prazo."

Os Estados Unidos, por sua vez, têm uma produção maior do que o consumo em 4 bilhões de litros ao ano. E havia três destinos para escoar esse excesso: Brasil, Canadá e China. "Para onde vai esse etanol? Isso vai causar uma desorganização do mercado."

No médio e longo prazos, há uma grande incógnita pairando sobre o mercado de etanol. A China anunciou que pretende misturar 10% de etanol à gasolina. Com isso, o consumo do produto saltará de 4 bilhões para 20 bilhões de litros.


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