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Biocombustíveis: Será que o tanque secou?

Não faz muito tempo, o mundo vivia uma espécie de lua de mel com os biocombustíveis, vistos como alternativa limpa e renovável para substituir os derivados do petróleo. Um estudo da consultoria Bain mostra, porém, que a relação agora está estremecida – e não apenas no Brasil, onde o etanol de cana-de-açúcar vem perdendo competitividade desde que o governo passou a segurar os reajustes no preço da gasolina como forma de conter a inflação.
De acordo com a pesquisa, o consumo mundial de etanol e biodiesel está praticamente estagnado desde 2011. “O mercado de biocombustíveis cresceu vigorosamente de 2003 a 2010, mas de lá para cá a expansão perdeu o ímpeto”, diz Fernando Martins, sócio da Bain em São Paulo e um dos autores do estudo.
A razão disso é que nos países da Europa e dos Estados Unidos os biocombustíveis não mostraram ser competitivos sem incentivos do poder público, e tanto europeus quanto americanos têm sido reticentes em conceder estímulos ao setor. “Em muitos países, os governantes decidiram direcionar os recursos para incentivar o desenvolvimento de outras fontes de energia limpa, como a eólica e a solar”, afirma Martins.


O mercado esfriou
O consumo de biocombustíveis cresceu fortamente de 2003 a 2010 – mas a expansão perdeu vigor desde então.
Em 2003, o consumo mundial de etanol em milhões de metros cúbicos foi de 21; em 2010 de 82 e em 2013 de 84.
O consumo mundial de biodiesel em milhões de metros cúbicos em 2003 foi de 2; em 2010 de 20 e em 2013 de 25.
O crescimento médio anual do mercado de biocombustíveis, nos EUA, foi de 24% entre 2003 e2010 e de apenas 1% de 2011 a 2013; na Europa, o crescimento de 2003 a 2010 foi de 44% e de 2011 a 2013 foi negativo em 3%. No Brasil, o crescimento de 2003 a 2010 foi de 15% e de 2011 a 2013 de 3%.
No mundo, a variação média anual do consumo de biocombustíveis foi esta:
Etanol: 22% de 2003 a 2010 e 1% de 2003 a 2010.
Biodiesel: 39% de 2003 a 2010 e 3% de 2003 a 2010.
Faltou força
As causas para o arrefecimento no mercado de biocombustíveis nos principais mercados, começa pelo Brasil. Desde 2011, o governo brasileiro vem segurando os reajustes na gasolina e no óleo diesel – isso diminuiu a competitividade do etanol, que perdeu participação no mercado de combustíveis do país.
A participação do etanol no mercado de combustíveis para veículos, que em 2009 chegou a 48%, caiu em 2013 para 36%.
O etanol americano, obtido do milho, é pouco competitivo. Por isso, os Estados Unidos investem no desenvolvimento do etanol de segunda geração, extraído da celulose das plantas – mas essa tecnologia não evoluiu como esperado.
A produção de etanol de celuulose nos EUA em 2013 foi projetada para 22 milhões de litros, mas o efetivamente produzido não passou de 1 milhão de litros.
Os europeus diminuíram os incentivos ao biodiesel, seu principal biocombustível, e redirecionaram recursos para outras fontes de energia, como a solar e a eólica, obtendo maiores ganhos de produtividade.
A diminuição dos custos de produção de energia solar e eólica na Europa de 2009 a 2013, caíram respectivamente, 15% e 57%.
Conclusão
A retomada da indústria do etanol no Brasil depende, antes de mais nada, de uma revisão na política de preos da gasolina. Nos demais mercados, porém, o futuro dos biocombustíveis está mais ligado ao desenvolvimento de tecnologias que aumentem a produtividade. Revista Exame, edição nº 1075

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