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Usina Cruangi volta a moer

A unidade vai funcionar numa parceria com a Cooperativa de Agronegócio dos Fornecedores de Cana-deAçúcar (Coaf)

Depois de três safras sem operar, a Usina Cruangi – que tem sua sede em Timbaúba – vai voltar a moer em parceria com a Cooperativa do Agronegócio de Fornecedores de Cana-de-Açúcar (Coaf). Hoje, a empresa começa a fabricação de álcool e pretende processar 500 mil toneladas de cana-de açúcar. Para voltar a funcionar, foi realizado um investimento de R$ 2,7 milhões nos últimos dois meses. A unidade fica na Mata Norte.

“Esses recursos foram bancados pela Coaf e os seus cooperados, mas tivemos uma surpresa porque os equipamentos da empresa estavam muito conservados”, conta o presidente da Coaf e da Associação dos Fornecedores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco, Alexandre Andrade Lima. Com cerca de 800 integrantes, a Coaf existe há quatro anos como uma cooperativa que comprava insumos para os fornecedores e tem sua sede na própria associação.

O arrendamento da Cruangi pela Coaf vai ocorrer por um período de oito anos. Durante esse período, 4% da receita bruta serão destinados ao passivo da recuperação judicial, segundo Alexandre Andrade Lima. A Cruangi pertence a família Queiroz, grupo tradicional na fabricação de açúcar e álcool e parou de moer na safra 2011/2012 devido a um desentendimento dos seus acionistas majoritários.

Ainda de acordo com Alexandre, o arrendamento é importante porque vai fazer com que a categoria tenha um produto industrial para vender de maior valor agregado: o álcool. “A nossa prioridade foi colocar a usina para moer. Decidimos fazer apenas álcool porque tem um custo menor na manutenção e a remuneração pelo combustível está boa”, diz Alexandre.

Ele argumenta também que os fornecedores estão ficando muito pequenos e que uma das saídas para a sobrevivência da categoria é agir como cooperativa para fazer compras compartilhadas e outras iniciativas que façam a categoria ganhar um pouco mais em escala.

A reativação da Cruangi vai gerar cerca de 4 mil empregos diretos pelos cálculos da Coaf. Desse total, 300 vão trabalhar na indústria e o restante é ligado aos fornecedores de cana que vão entregar quase a totalidade de cana a ser moída pela empresa.

A cana a ser processada na Cruangi é cultivada nos municípios de Vicência, Nazaré da Mata, Aliança, Condado, Itambé, Ferreiros, Tracunhaém e Macaparana, todas também na Mata Norte. Alguns desses municípios tiveram usinas fechadas nas últimas duas décadas. Isso gerou dificuldade dos fornecedores para vender a produção da planta, de acordo com Alexandre. “Boa parte da cana-de-açúcar cultivada nesses municípios estava indo para as usinas da Paraíba, gerando imposto lá”, revela.

Geralmente, a moagem da cana-de-açúcar começa entre agosto e setembro e vai até março na Zona da Mata pernambucana. A expectativa, segundo Alexandre, é de que na próxima safra a Cruangi processe uma maior quantidade da planta.

A Cruangi se originou de um engenho chamado Genipapo que existia em 1918 em Timbaúba. Nos seus primeiros anos de existência, a usina também foi denominada de Genipapo.

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Pernambuco Equipamentos de Proteção Individual Ltda